quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

03:

É... Sem inspiração, violão no colo, olhos fixos na tela procurando algo que o IG consiga reproduzir e que pelo menos pareça interessante. Li, re-li... TUDO... CHATO !

Música cafona ao fundo... Toca Robertão, respeito os mais velhos.

Quando moramos no campo não há muito o que fazer depois das 22h.. Especialmente quando não se tem TV por assinatura, os filmes... Humn.... hj não... O video game... ai ai... o violão que parecia convidativo, mesma coisa de sempre (pq nao aprendo umas musicas novas pra variar heim?), artesanato? O.O NÃO... OBRIGADO...

Repasso a semana... os acontecimentos, os dialogos, as pessoas, decisões tomadas, algumas realizadas, outras nem tanto, começo a pensar nos proximos dias, festa pra fazer na sexta, espetáculo no sábado, dia 19 (acho) luz de escolinha de dança (céus ¬¬), a vida não poderia ser mais besta. Tudo caminha pro melhor lado... tudo certo... demais...
CÉUS... E AGORA??

PÂNICO!!!

Encerramento... HEART BREAK HOTEL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Em resposta.

Algumas vezes mesmo lendo algo que você SABE que não é para você não da uma vontadezinha de responder? Não porque tenha uma boa resposta, ou porque acha que a solução dos problemas se resumem as suas palavras... Mas só para responder, talvez para poder fazer de conta que eram pra você as palavras, pois mesmo que negativas, mesmo que ofensivas, eram PARA VOCÊ.

Ai vai uma resposta que não sei ainda o por que estou dando... Mas vamos lá neh?

Eu realmente espero que você pare com essas historias, que seus dias passem a valer mais a pena e que aproveite ao seu modo as coisas que lhe aparecem pela frente, ao inves de apenas menosprezar todas as coisas que encontra no caminho. Que esses rostos pintados que você vê por ai possam te significar mais, como já significaram e te fizeram rir ou chorar, mas te fizeram ve-los como quase ninguem podia, além do pó e da maquiagem, além dos sorrisos e brincadeiras, da imobilidade ou da maleabilidade dos corpos vestidos de carne e pele.
Eu sei que você poderia usar alguem. Eu sei que você poderia usar qualquer um aliás. Eu sei que poderia ser alguem como eu (ou ele?), eu sei que poderia ser alguem parecido, que sabe tudo que eu sei, e faz tudo que eu faço, mas duvido que faça DO MESMO JEITO que eu faço, e que te olhe disfarçado como eu, que te conheça a cada poro de tanto tempo amante disfarçado do outro lado da sala como eu, como nós?
É cedo quando você levanta, a essa hora eu estou me preparando para tentar dormir (de novo), já que são quase 7h30 da manhã e é hora de descançar pelo menos o que sobra da mente depois da noite inteira planejando o que não será. Enquanto isso você se dilacera é salta, se joga e se contorce, em linhas retas e angulosas, em curvas lindas e deslizantes, cada passo, cada número um ataque, um estilhaço arremessado contra a cara de quem vê sua guerra pessoal, seu embate com tua poesia física, com teu corpo artesão de si mesmo. Mas não é por isso que te noto. É pelo teu silêncio, é pelo transpirar, é pelo seu cabelo que sai do lugar, é pelo jeito estranho que se levanta para enxugar as pernas molhadas de refrigerante, é pelo sorriso não calculado que te faz ruborizar, é pelo olhat trocado na frente do carro, é pela mão quente atrás do pescoço, é pelo dia seguinte em que sou retalhado, é pelo desprezo pelo texto enviado, é por dias a fio lembrando da espera, é a espera. Te vejo em abril, te vejo junho, te vejo em agosto, não sei se novembro, não quero esse janeiro.
Não quero alguem como você, e você não precisa de alguem como eu. Não quero alguem como você, e você não precisa de alguem como eu. Tenho andando por ai menosprezando todas as grandes coisas que encontro, porque no final do dia ainda preciso de você, e ainda acho que vc quer alguem como eu.

PS: Em resposta a King of Leon.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Apatia.

As vezes posso jurar que em dias como esses sou acometido por uma apatia que poucas pessoas podem provar durante toda sua vida. Me deitei as 22h do dia 2 de janeiro. Exatas 2h58 acordo, fico na cama o máximo possivel, pelo menos o máximo que o desespero por uma gole de água me permite. Parto em direção a cozinha escorando o ombro esquerdo na parede do corredor. Ombro/parede, mão/balcão, copo. Deitado novamente, televisao. Vejo dois filmes, mas mal olho a televisão do quarto, tanto é verdade que nem me lembro quais eram os filmes... Acho que um deles era o "Corra que a policia vem ai", só para ter maior noção do desespero que era estar acordado. Reviro na cama até as 7h da manhã. Sono. Acordo novamente ao meio dia, tomar remédios, escovar os dentes, almoço, escovar os dentes. QUem sabe é hora de fazer algo. Volto para a cama. Record, KARATE KID. Esforços para ver o filme o máximo possivel. Sono. Acordo as 19h20, rolo na cama, me arrasto ateh o banheiro onde me surpreendo com as formas do meu cabelo e minha barba, que deveria ter sido feita a no MINIMO tres dias atrás, já que era reveillon. Lavo rosto, molho as costas na pia do banheiro mesmo (calor). Caminho em direção ao outro quarto, computador. Assuntos, jogos, tudo posto em dia. Fuga cotidiana executavel TERMINADA. De volta para a cama, no caminha um lanche. Pão frances e queijo. Basta. Dores na garganta, lembranças despresiveis, sonhos acordado e finalmente sono.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mudanças

Termino de desencaixotar as coisas. Quase tudo em algum lugar, a confusão organizada da chegada ao novo lar/quarto/moradia/sensação. Embaralhadas as fotos ainda se confundem com as estampas e revistas, os dias que se foram e os desenhos do futuro que imagino se tornam quase inseparaveis em meio a tantas coisas novas/velhas/usadas/antigas/minhas.
No meio de tudo isso encontro você/vocês/ela/elas, sem saber ao certo qual é a sua foto/cara/corpo/desejo. Escolho imagens especificas, desejo dias eternos, troco de cartas com o vizinho e termino o dia deitado na cama de não sei onde esquecendo qualquer ligação com você que é aquela que eu nem sei quem é. E me confundo mais ainda com a possibilidade de ela ser você, de estar na SUA cama, de acordar sem saber onde você mora, mesmo tendo ido a sua casa ver TV, comer foundi, dormir a tarde toda, fazer nada e te olhar sorrir, brigar só para fazer as pases, descobrir que capitulo cai na prova.
Não sei se te encontro em mim ou me perco no caminho que escolhi, só sei que essa confusão não acaba, que não vejo ao certo como termina essa/essas historia/historias/estorias, não sei se quero o cheiro bom dos lençois, a fumaça do teu cigarro, o carinho dos teus dedos longos ou dias e noites esperando você chegar.

Só um texto.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como eu dizia antes...

Já falei das cartas que nunca mando... O detalhe que costumo salva-las no computador com os mais diversos nomes, nas mais diversas pastas. Duas em especial abarrotadas de fotos, videos, textos e até músicas. Normalmente não escrevo coisas diretamente ligadas ao momento, ou a alguem, simplesmente escrevo e pronto, normalmente nem releio (talvez pos isso tantos erros de portugues). Entretanto, algumas vezes, depois de tempos guardadas, essas cartas aparecem por aqui, no fotolog, enfim... Em qualquer lugar que eu achar pertinente... Enfim... Se estava esperando algo engraçadinho, ou uma piadinha infame, algo assim... PERDEU.
Ai em baixo só um trecho de uma carta não enviada (ainda bem).

"Eu realmente as vezes me esforço pra te odiar, e adivinhe só, as vezes eu consigo... E cada dia que passa tem se tornado uma tarefa menos difícil.
Meu único problema é que a cada dia que te odeio um pouco mais, penso um pouco mais nos poucos minutos que tivemos, no toque delicado dos teus dedos no meu rosto, nos teus lábios que beijam devagar, nos teus olhos brilhantes espantados quando me viram te beijar.
E cada vez que me lembro disso, te quero um pouco mais, quero não perder o toque, a boca, os olhos. Cada palavra digitada um silêncio a mais do outro lado. A cada olhar não trocado mais uma esperança alimentada, a cada noite perdida esperando seu nome aparecer juntos aos outros tantos do MSN mais um sonho bom, provavelmente maior e mais longo que os poucos momentos que tive com você.
Espero-te ausente nos ensaios para ver se pelo menos a admiração diminui, espero ver seus erros pelo espelho, e você simplesmente me desaponta, PERFEITA. Só quero teu melhor, só teu sorriso lindo vindo dessa boca pequena, só o maior brilho desses olhos perfeitamente negros, só a maior precisão e perfeição de todo o resto do teu corpo moreno, mas só esses dias, me deixe te odiar, porque só assim te sinto mais perto, mais possível, mais aqui e menos ali. Pra longe do meu lado."

É por isso que não mando, sacou?! BREGAAAAA...
o/

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Acaso

Eu quero a faca punho dos teus olhos cortando a carne tremula do meu corpo

Quero o cheiro dos cigarros e o suco de laranja mecanica entre nós dois

Quero mais pele e menos verbo.

Dê-me teus socos e não teus silêncios

Prefiro a risada cinica ao acaso efemero

Quero brigas torridas, copos quebrados, queimaduras de cigarro, o escarro nas palavras
a falta de acentuação e sentenças erradas.

O gosto gasto do seu corpo suado.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As cartas que não envio

As vezes escrevo cartas, cartas destinadas a pessoas especificas, com finalidades especificas... Normalmente dizer tudo o que eu gostaria de dizer e ou não tenho oportunidade ou não tenho porque dizer tudo mesmo, a coragem até teria, mas é dificil ter certeza da utilidade das palavras em certas ocasioes onde as coisas acontecem de maneira a ninguem controla-las.
As vezes são cartas de ódio, as vezes simples desabafos, muitas apenas contando coisas sobre mim ou meus dias, em geral, egocentricas.
Eu não envio essas cartas, nunca, são para os outros mas são mais minhas do que tudo, antes de terem sido escritas para serem lidas elas foram escritas para ser tiradas do cerebro já cheio, é minha aspirina, terapia, eletrochoque, automutilação, masturbação, passatempo, é meu jeito de dizer a mim que não.

Um post TOTALMENTE sem finalidade... Sem porque, apenas pelo post. Acho que é a primeira carta que escreve e coloco em algum lugar. Não espero que o destinatário a receba.

Dias cheios, noites longas, uma hora a menos, um roxo a mais, uma tarde no camarim e olhos pretos.

trilha: PLACEBO - Black Eye