sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um tanto quanto...

Cansado dos "re"... RE-fazer , RE-mendar, RE-pensar, RE-direcionar, RE-montar, RE-considerar, RE-atar, RE-tardar, RE-gogitar, RE-trabalhar, RE-conhecer, RE-começar, RE-tesar, RE-amar, RE-amarrar, RE-armar, RE-editar, RE-cozinhar, RE-colher, RE-martelar, RE-spirar, RE-cuperar, RE-clamar, RE-aparecer, RE-ceber, RE-speito, RE-ceita, RE-pertório, RE-viver, RE-dia, RE-acender, RE-atino, RE-passivo, RE-embrulhar, RE-tirar, RE-saudade, RE-incerteza, RE-torcer, RE-acontecer, RE-AGIR, RE-ser...
Cansado...
Cansado...
Cansado..
Cansad..
Cansad.
Cansa.
Cansa.
Cans
Can
Ca
C
.

sábado, 19 de setembro de 2009

Em partes...

Partes separadasFragmentosPartidoQuebradoDivididoSeparado

domingo, 13 de setembro de 2009

Long night.

Não apenas mais uma longa jornada noite a dentro.

Um noite curta demais para resumir uma longo jornada para chegar lá. O tempo é uma criança... quando menos se espera ele sai correndo...
=P

o/

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Paciência ao menos.

Nunca mais me olhe daquele jeito, você sabe muito bem como. Aquele jeito que você tem de me dizer tudo novamente, aquele jeito que só nós sabemos o que quer dizer. Não me venha com aquele brilho nos olhos, com frases doces e saudades, não agora, não aqui, não hoje, aliás, não venha, não me veja, não pergunte, viva sua vida, seus dias e noites, suas festas e bebidas, se enterre em tudo que eu já vi os outros se enterrarem (e já me enterrei). Não quero ver teu corpo limpo e branco na minha frente, muito menos ele manchado dos outros dias, das outras noites, do tempo novo que veio e já te desgastou tanto a ponto de não haver mais maneiras de te reconhecer fora aquele olhar singular que só você e eu...
Volte para sua vida, sua corte, ses dias intermináveis e suas noite imemoraveis. E quando tudo isso tiver passado, quando cada dia desses for uma boa lembrança e a marca de um sorriso dado no teu rosto já não tão novo despreparado, se aconchegue em meus braços mais uma vez, então deixe-me ver se ainda tem aquele brilho no olhar, aquele jeito de falar, o toque que me fazia lembrar dos dias felizes da época que encontrei o seu lugar em mim.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

São dois?

As vezes se torna mais dificil do que o usual o ato de "escrever". Durante dias e dias escrevi conpulsivamente sobre todos os assuntos que me vinham a mente, falava dos meus dias, das minhas noites, das alegrias e das tristezas. Mas logo meus dias de contemplação se esgotaram, não havia mais tempo para isso, não tempo horas, mas sim tempo espaços. Não havia hora propicia, não havia momento de reflexão, só havia um grande motivo que eu mesmo desconhecia.
E a vida... AAH A VIDA nos prega peças não é mesmo? E eis que essas historias, esses dias maravilhosos (tom de sarcasmo) um dia ganham o espaço (mas não necessáriamente o tempo) e justamente dentro do meu RIM. Pois siim, PEDRAS NOS RINS, no direito, para ser mais preciso.
No dia do diagnostico confesso que (talvez pela dor) eu realmente me questionei se sabia o que eram so rins. Onde ficavam, para que serviam, QUANTOS ERAM. Eram 2 ou apenas 1 mamãe? Me diz, são dois ou apenas um? Afinal apenas um me doia, e COMO o fazia BEM. impressionante a capacidade de doer que um rim tem, praticamente uma vocação.
Agora some a essa situação "peculiar" e incomum a minha vida a outro mais insolita ainda. Começo a dar aulas de Expressão Corporal na cidade de NIPÕA... Diga-se de passagem, e aqui tenho coragem de assumir, que talvez eu mal saiba exatamento do que se trata a expressão corporal, tendo em vista que minha breve formação academica me proporcional o desenvolvimento da tal mas de forma alguma tenho condições de afirmar com plena certeza minhas capacidades de ministrante de um curso assaz especifico para um público NEM UM POUCO específico. MAS MESMO ASSIm, rumei em direção a pequena futura metropole, e chegando lá me deparo com uma grande sala (quadra poli-esportiva, seja lá como se escreve isso) LIMPA e vazia. O vazia realmente não me espanta.. MAS LIMPA, jamais imaginei que isso aconteceria ALI. Mas ok.
Após esperar aproximados 50 minutos desisto e rumo em direção a porta do recinto. Ao longe vejo um silhueta simpática se aproximando, aos poucos se configura um olhar simpático e curioso - Oi, você que é o professor?- resposta positiva. A unica que compareceu, e com 50min de atraso. TUDO bem. Conversamos e decidimos para o bem de todos os interessados que as aulas seriam realizadas nos FINAIS DE SEMANA, mais especificamente aos SÁBADOS.
No sabado seguinte, após suada negociação com os orgãos governamentais responsaveis pela oficina, rumo novamente entre caminhões de cana e paus de arara a nada aprazivel cidade.
Um salão fechado. Vinte minutos de espera e finalmente aparecem DUAS aulas (já dobrouuuuu) e duas freiras... Todas pertencentes ao grupo de teatro da igreja local, experienteees com teatro, provavelmente se apresentaram mais do que eu se duvidar, levando em consideração a agenda de apresentações debatida pelas meninas em questão.
Nesse episódio, julgo que aprendi uma lição muito util para meu futuro como arte-educador. Quem manda é o CLERO. As freiras ficaram de arrumar dois carros de som e panfletagem para divulgação da oficinaaaaaa, e mais... Irão convencer o Padre a divulga-la NO FIM DA MISSA DE DOMINGO A NOITEEEEEE (a que bomba os jovens).
Se quer sucesso, vá de encontro a Deus.

E meus rins seguem doendo. Sempre um pouco mais.

o/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eu sou um despovoador

despovoador

des-pref (lat dis ou de+ex) 1 Exprime a idéia de afastamento, privação, ação contrária, negação: descascar, destoucar, desdar, desnecessário. 2 Às vezes, constitui prefixo de intensidade ou reforço: desaliviar, desfear, desinquieto, deslasso.

povoadorpo.vo.a.doradj+sm (povoar+dor2) Que, ou o que povoa, ou funda uma povoação; colonizador; colono.

des.po.vo.a.doradj+sm (despovoar+dor2) Que, ou o que despovoa.

- O que afasta; isola, torna inóspito; torna inábitavel; superfície concava habitada por homens, mulheres, crianças e velhos onde cada corpo busca por seu despovoador. Aproximadamente cinquenta metros de circunferencia e dezesseis de altura. Oitenta mil centimetros quadrados. O arquejo que agita. Temperatura depende da respiração que varia de mais quente a mais frio. Ela passa de um extremo para outro em aproximadamente quatro segundos (com uma respiração mais lenta). Momentos esses que coincidem com os momentos em que as luzes se acalmam e todos se imobilizam no chão. As consequencias desse clima para a pele: ela se apergaminha. Os corpos se rossam com o ruido de folhas secas. Um beijo produz um som indescritivel. As paredes (de borracha dura) mesmo golpeados com fortes chutes, socos e cabeçadas quase não soam. O unico ruido digno desse nome provêm das escadas e do choque dos corpos entre si ou de um só consigo mesmo, como quando derrepente um deles com toda a força bate em seu proprio peito.

(trecho inspirado na obra "O Despovoador" de Samuel Beckett)

sábado, 1 de agosto de 2009

Esperando Godot - Samuel Beckett

Estragon
Veja só! (ergue pelo talo o que sobrou da cenoura e faz girar oresto diante dos olhos) Que engraçado, quanto mais vai, pior fica.

Vladimir
Comigo é o contrário.

Estragon
O que quer dizer isto?

Vladimir
Vou me acostumando aos poucos.

Estragon
(depois de pensar bastante) E isso é o contrário?

Vladimir
Questão de temperamento.

Estragon
De caráter.

Vladimir
Não tem jeito

Estragon
Não adianta debater

Vladimir
Somos o que somos.

Estragon
Não adianta de contorcer.

Vladimir
Pau que nasce torto...

Estragon
Nada a fazer. (Oferece o resto da cenoura a Vladimir) Quer matar?