As vezes escrevo cartas, cartas destinadas a pessoas especificas, com finalidades especificas... Normalmente dizer tudo o que eu gostaria de dizer e ou não tenho oportunidade ou não tenho porque dizer tudo mesmo, a coragem até teria, mas é dificil ter certeza da utilidade das palavras em certas ocasioes onde as coisas acontecem de maneira a ninguem controla-las.
As vezes são cartas de ódio, as vezes simples desabafos, muitas apenas contando coisas sobre mim ou meus dias, em geral, egocentricas.
Eu não envio essas cartas, nunca, são para os outros mas são mais minhas do que tudo, antes de terem sido escritas para serem lidas elas foram escritas para ser tiradas do cerebro já cheio, é minha aspirina, terapia, eletrochoque, automutilação, masturbação, passatempo, é meu jeito de dizer a mim que não.
Um post TOTALMENTE sem finalidade... Sem porque, apenas pelo post. Acho que é a primeira carta que escreve e coloco em algum lugar. Não espero que o destinatário a receba.
Dias cheios, noites longas, uma hora a menos, um roxo a mais, uma tarde no camarim e olhos pretos.
trilha: PLACEBO - Black Eye
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Psicossomatismo
Muito provavelmente muitos de nós sabe do que se trata o psicossomatismo, mas sempre falta o conceito. Na visão junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e pode ser um meio para que o processo do autoconhecimento possa acontecer e, por isso mesmo, Hipócrates, o pai da medicina, no seu aforismo já citava: "Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deuses e reconhecer o Deus que habita em ti". Então, qualquer sintoma ou queixa pode ser entendido como uma manifestação psicossomática, além de ser uma janela de oportunidade para o autoconhecimento!
Mas no nosso linguajar diario estabeleceu-se que são sintomas (reais) de doenças causadas pelo psicologico, ou melhor, de origem logicamente física mas que provem do enfraquecimento do sistema imunológico, sendo que este enfraquecimento sim se deve ao quadro psicologico do paciente em questão.
Posso afirmar com toda a certeza que sempre foi uma pessoa... Psicossomática (embora nao seja um adj.); tinha gripes quando me sentia rejeitado, ou quando queria atenção; Meu cabelo caia (cai) em épocas de stress constante; dores de garganta em dias de esforço prolongado proximo a feriados; dores de barriga em vespera de estreia; e todo um repertorio de pequenos sintomas que não vem ao caso.
Hoje me pergunto: "O que ocorre comigo?"
Tenho manchas pelo corpo, dores de cabeça, gripe, cabelos caindo, dores de estomago, indisposições que me acometem no meio do dia, variações de pressão, borboletas no estomago, noites de insonia, noites de insonia, dislexia, noites de insonia, reações alergicas (a não sei oq), insonia, tudo ao mesmo tempo. Se realmente corpo, mente e alma são uma coisa só, por favor alguem me aponte qual meu problema, porque nem o enxergo mais.
O.O

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um tanto quanto...
Cansado dos "re"... RE-fazer , RE-mendar, RE-pensar, RE-direcionar, RE-montar, RE-considerar, RE-atar, RE-tardar, RE-gogitar, RE-trabalhar, RE-conhecer, RE-começar, RE-tesar, RE-amar, RE-amarrar, RE-armar, RE-editar, RE-cozinhar, RE-colher, RE-martelar, RE-spirar, RE-cuperar, RE-clamar, RE-aparecer, RE-ceber, RE-speito, RE-ceita, RE-pertório, RE-viver, RE-dia, RE-acender, RE-atino, RE-passivo, RE-embrulhar, RE-tirar, RE-saudade, RE-incerteza, RE-torcer, RE-acontecer, RE-AGIR, RE-ser...
Cansado...
Cansado...
Cansado..
Cansad..
Cansad.
Cansa.
Cansa.
Cans
Can
Ca
C
.
Cansado...
Cansado...
Cansado..
Cansad..
Cansad.
Cansa.
Cansa.
Cans
Can
Ca
C
.
sábado, 19 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Long night.
Não apenas mais uma longa jornada noite a dentro.
Um noite curta demais para resumir uma longo jornada para chegar lá. O tempo é uma criança... quando menos se espera ele sai correndo...
=P
o/
Um noite curta demais para resumir uma longo jornada para chegar lá. O tempo é uma criança... quando menos se espera ele sai correndo...
=P
o/
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Paciência ao menos.
Nunca mais me olhe daquele jeito, você sabe muito bem como. Aquele jeito que você tem de me dizer tudo novamente, aquele jeito que só nós sabemos o que quer dizer. Não me venha com aquele brilho nos olhos, com frases doces e saudades, não agora, não aqui, não hoje, aliás, não venha, não me veja, não pergunte, viva sua vida, seus dias e noites, suas festas e bebidas, se enterre em tudo que eu já vi os outros se enterrarem (e já me enterrei). Não quero ver teu corpo limpo e branco na minha frente, muito menos ele manchado dos outros dias, das outras noites, do tempo novo que veio e já te desgastou tanto a ponto de não haver mais maneiras de te reconhecer fora aquele olhar singular que só você e eu...
Volte para sua vida, sua corte, ses dias intermináveis e suas noite imemoraveis. E quando tudo isso tiver passado, quando cada dia desses for uma boa lembrança e a marca de um sorriso dado no teu rosto já não tão novo despreparado, se aconchegue em meus braços mais uma vez, então deixe-me ver se ainda tem aquele brilho no olhar, aquele jeito de falar, o toque que me fazia lembrar dos dias felizes da época que encontrei o seu lugar em mim.
Volte para sua vida, sua corte, ses dias intermináveis e suas noite imemoraveis. E quando tudo isso tiver passado, quando cada dia desses for uma boa lembrança e a marca de um sorriso dado no teu rosto já não tão novo despreparado, se aconchegue em meus braços mais uma vez, então deixe-me ver se ainda tem aquele brilho no olhar, aquele jeito de falar, o toque que me fazia lembrar dos dias felizes da época que encontrei o seu lugar em mim.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
São dois?
As vezes se torna mais dificil do que o usual o ato de "escrever". Durante dias e dias escrevi conpulsivamente sobre todos os assuntos que me vinham a mente, falava dos meus dias, das minhas noites, das alegrias e das tristezas. Mas logo meus dias de contemplação se esgotaram, não havia mais tempo para isso, não tempo horas, mas sim tempo espaços. Não havia hora propicia, não havia momento de reflexão, só havia um grande motivo que eu mesmo desconhecia.
E a vida... AAH A VIDA nos prega peças não é mesmo? E eis que essas historias, esses dias maravilhosos (tom de sarcasmo) um dia ganham o espaço (mas não necessáriamente o tempo) e justamente dentro do meu RIM. Pois siim, PEDRAS NOS RINS, no direito, para ser mais preciso.
No dia do diagnostico confesso que (talvez pela dor) eu realmente me questionei se sabia o que eram so rins. Onde ficavam, para que serviam, QUANTOS ERAM. Eram 2 ou apenas 1 mamãe? Me diz, são dois ou apenas um? Afinal apenas um me doia, e COMO o fazia BEM. impressionante a capacidade de doer que um rim tem, praticamente uma vocação.
Agora some a essa situação "peculiar" e incomum a minha vida a outro mais insolita ainda. Começo a dar aulas de Expressão Corporal na cidade de NIPÕA... Diga-se de passagem, e aqui tenho coragem de assumir, que talvez eu mal saiba exatamento do que se trata a expressão corporal, tendo em vista que minha breve formação academica me proporcional o desenvolvimento da tal mas de forma alguma tenho condições de afirmar com plena certeza minhas capacidades de ministrante de um curso assaz especifico para um público NEM UM POUCO específico. MAS MESMO ASSIm, rumei em direção a pequena futura metropole, e chegando lá me deparo com uma grande sala (quadra poli-esportiva, seja lá como se escreve isso) LIMPA e vazia. O vazia realmente não me espanta.. MAS LIMPA, jamais imaginei que isso aconteceria ALI. Mas ok.
Após esperar aproximados 50 minutos desisto e rumo em direção a porta do recinto. Ao longe vejo um silhueta simpática se aproximando, aos poucos se configura um olhar simpático e curioso - Oi, você que é o professor?- resposta positiva. A unica que compareceu, e com 50min de atraso. TUDO bem. Conversamos e decidimos para o bem de todos os interessados que as aulas seriam realizadas nos FINAIS DE SEMANA, mais especificamente aos SÁBADOS.
No sabado seguinte, após suada negociação com os orgãos governamentais responsaveis pela oficina, rumo novamente entre caminhões de cana e paus de arara a nada aprazivel cidade.
Um salão fechado. Vinte minutos de espera e finalmente aparecem DUAS aulas (já dobrouuuuu) e duas freiras... Todas pertencentes ao grupo de teatro da igreja local, experienteees com teatro, provavelmente se apresentaram mais do que eu se duvidar, levando em consideração a agenda de apresentações debatida pelas meninas em questão.
Nesse episódio, julgo que aprendi uma lição muito util para meu futuro como arte-educador. Quem manda é o CLERO. As freiras ficaram de arrumar dois carros de som e panfletagem para divulgação da oficinaaaaaa, e mais... Irão convencer o Padre a divulga-la NO FIM DA MISSA DE DOMINGO A NOITEEEEEE (a que bomba os jovens).
Se quer sucesso, vá de encontro a Deus.
E meus rins seguem doendo. Sempre um pouco mais.
o/
E a vida... AAH A VIDA nos prega peças não é mesmo? E eis que essas historias, esses dias maravilhosos (tom de sarcasmo) um dia ganham o espaço (mas não necessáriamente o tempo) e justamente dentro do meu RIM. Pois siim, PEDRAS NOS RINS, no direito, para ser mais preciso.
No dia do diagnostico confesso que (talvez pela dor) eu realmente me questionei se sabia o que eram so rins. Onde ficavam, para que serviam, QUANTOS ERAM. Eram 2 ou apenas 1 mamãe? Me diz, são dois ou apenas um? Afinal apenas um me doia, e COMO o fazia BEM. impressionante a capacidade de doer que um rim tem, praticamente uma vocação.
Agora some a essa situação "peculiar" e incomum a minha vida a outro mais insolita ainda. Começo a dar aulas de Expressão Corporal na cidade de NIPÕA... Diga-se de passagem, e aqui tenho coragem de assumir, que talvez eu mal saiba exatamento do que se trata a expressão corporal, tendo em vista que minha breve formação academica me proporcional o desenvolvimento da tal mas de forma alguma tenho condições de afirmar com plena certeza minhas capacidades de ministrante de um curso assaz especifico para um público NEM UM POUCO específico. MAS MESMO ASSIm, rumei em direção a pequena futura metropole, e chegando lá me deparo com uma grande sala (quadra poli-esportiva, seja lá como se escreve isso) LIMPA e vazia. O vazia realmente não me espanta.. MAS LIMPA, jamais imaginei que isso aconteceria ALI. Mas ok.
Após esperar aproximados 50 minutos desisto e rumo em direção a porta do recinto. Ao longe vejo um silhueta simpática se aproximando, aos poucos se configura um olhar simpático e curioso - Oi, você que é o professor?- resposta positiva. A unica que compareceu, e com 50min de atraso. TUDO bem. Conversamos e decidimos para o bem de todos os interessados que as aulas seriam realizadas nos FINAIS DE SEMANA, mais especificamente aos SÁBADOS.
No sabado seguinte, após suada negociação com os orgãos governamentais responsaveis pela oficina, rumo novamente entre caminhões de cana e paus de arara a nada aprazivel cidade.
Um salão fechado. Vinte minutos de espera e finalmente aparecem DUAS aulas (já dobrouuuuu) e duas freiras... Todas pertencentes ao grupo de teatro da igreja local, experienteees com teatro, provavelmente se apresentaram mais do que eu se duvidar, levando em consideração a agenda de apresentações debatida pelas meninas em questão.
Nesse episódio, julgo que aprendi uma lição muito util para meu futuro como arte-educador. Quem manda é o CLERO. As freiras ficaram de arrumar dois carros de som e panfletagem para divulgação da oficinaaaaaa, e mais... Irão convencer o Padre a divulga-la NO FIM DA MISSA DE DOMINGO A NOITEEEEEE (a que bomba os jovens).
Se quer sucesso, vá de encontro a Deus.
E meus rins seguem doendo. Sempre um pouco mais.
o/
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